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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Shanadra - uma de minhas paixões

Sem vontade de escrever bobagens, só registrando que hoje é aniversário do meu bebê mas não haverá comemorações...

Terça, minha gata Shanandra pareceu ter entrado em trabalho de parto à noite, mas, além de não ter tido nenhum gatinho, começou a expelir um liquido escuro. No início, nada demais... achei que fosse dificuldade com o parto, mas foi aumentando e com essa, se passaram dois dias. Como falei no último post, grana que é bom... nem para comemorar o niver do Tad! Como resolver?

Não é segredo que eu prefiro bichos à pessoas, principalmente gatos. Se pudesse, traria para casa todos os que encontro na rua, mas moro em apartamento e já tive que mudar do último em que morei por conta da incomodação com os condôminos (senhoUras desocupadas que passavam os dias pelos corredores preocupando-se com a vida alheia e com os meus gatos) foram os cinco meses mais infernais da minha vida. Hoje, felizmente moro num lugar ótimo e ninguém enche meu saco.

Mas o caso de Shanadra era urgente e o tempo estava passando. Pendurei-me ao telefone e liguei pra toda a cidade. Uma pessoa que faz parte da ASPAAN me passou o telefone de dois profissionais que atenderiam minha princesinha independente de eu ter como pagar na hora. Surge então outro problema: como levar Shanandra? Aqui em Goiânia, tenho apenas TRÊS amigas, com as quais raramente falo, todas, como eu, adoram bichos, mas todas trabalham demais e não tem tempo pra nada. Das três, uma, como eu, não tem carro. Mesmo assim as contatei. Poly conseguiu desmarcar uma reunião e me levar até lá. Resumo da ópera: Shanandra está na clínica da médica veterinária Helvídia de Abreu Delfino, que a operou ontem à noite e, segundo me informou por telefone, está reagindo bem e posso buscá-la à tarde.

Enfim, tudo está se organizando. Só me resta agradecer a Deus pelos 19 anos do Tad e pelos anjos que Deus coloca em minha vida.



segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Dias e datas

[Adoro essa foto da Balentaina, a aniversariante do dia - usada SEM permissão]

Semana iniciando, cheia de datas interessantes. Ontem eu e Marco fizemos um ano de "namoro" [oficial, é bom esclarecer, com direito a "pedido" e tudo mais]. Mijo-me de rir com isso, afinal, dia 26 entraremos no 6º ano entre tapas e beijos...

Continuando as datas, hoje é aniversário de Valentina ou Val, como a chamo carinhosamente, ou ainda Balentaina, quando ela abusa da minha paciência, voltando a ela, gosto muitíssimo dessa pessoa descompassada. Sim, Balentaina é como eu, doidinha de pedra, tendo arriscado, inclusive, a vir a Goiânia e ficar uns 15 dias em meu doce lar, aguentando meus chiliques e oscilações, derretendo de calor e alimentando-se de pamonhas, pasteis, hamburgeres... quando eu não a deixava com fome [naquela época eu não cozinhava]. Bipolar que pode se dar ao luxo de ter fases de mania como elas realmente devem ser: gastando muito com as coisas que valem a pena gastar [calçados, livros, creminhos e perfumes são sua preferência] e não como eu as tenho - mania de limpeza [porque se for dar vazão aos meus instintos maníacos e sair pra gastar, com a grana que tenho, torrarei tudo com 7 balinhas e dois chicletes] - Balentaina, depois de muito sofrer, hoje está feliz [se é que um bipolar pode ser feliz], encontrou um homem pra chamar de seu que suporta os seus chiliques, tem um filho lindo, o Mancha [pelo nome já perceberam que não é gente... como eu ela adora gatos], estuda História [apesar de ser formada em Veterinária] e será eternamente minha nora predileta, por mais que ela reclame. Mas amo Balentaina de todo meu coração e desejo a ela que seja realmente muito feliz!

Mais ao final da semana, dia 20 é a vez do meu bebê fazer aniversário. É incrível o quanto o tempo passou. Tad foi o bebê mais lindo que eu já vi, daqueles de capa revista e o mais incrível ainda é que era meu!!!! Pois continua lindo. Mas é um chato, mal-criado, tem fobia social generalizada e, segundo pareceres da terapeuta, é borderline. Tímido até por dentro dos olhos e não sai de casa sozinho nem que a vaca tussa. Pois é... meu bebê fará 19 aninhos. O triste é que aniversário por essa época é meio complicado... sempre estou sem grana pra gente sair, pro presente e, não suficiente, penso que a contribuição de Ipasgo dele vai aumentar... Pobre é foda, nunca pode se dar ao luxo de ser feliz sem pensar em dinheiro [ou a falta dele].

E pra começar bem a semana, ri horrores com o post no A Katana de Bambu. É óbvio que pedi a ele os blogs onde estavam as tais fotos. Fartei-me com a diversidade de tantos pintos e bundas e agora vou fazer algo útil!

BOA SEMANA PRA TODOS!

sábado, 14 de novembro de 2009

Falando de amor


Em seu livro "AMOR", Leo Buscaglia escreve coisas lindas sobre esse sentimento que toma conta de todos nós.

Acho que todos nós, que queremos amar e sermos amados, deveríamos gastar um pouco de tempo lendo um pouco... é longo, mas vale a pena!

Para estar aberto para amar, confiar e acreditar no amor, ter esperança no amor e viver no amor, você precisa de uma grande força. Esta condição é tão raramente experimentada na vida real que as pessoas não sabem como lidar com ela, mesmo quando a descobrem. Crucificaram a Jesus, atiraram em Gandhi, decapitaram Thomas More e envenenaram a Sócrates.

A sociedade tem pouco lugar para a honestidade, a ternura, a bondade e a preocupação, pois estas ficam no caminho do "caminho do mundo". Esse fenômeno tem sido a base para grandes obras da literatura a partir de Platão, "A República", de Dostoiévski, “O Idiota", de Kazantzakis "A Paixão grega" e de Luis Buñuel, "O Nazareno". É quase como um jogo. As pessoas procuram uma figura para exaltar. Eles escolhem com cuidado, passam algum tempo em seus pés, adulando-as e então, ficam felizes em destruí-las.

É como se eles não pudessem lidar com a perfeição, como se faz com a reflexão sobre si mesmos, para levá-los para a mudança, pois acreditam que mudar talvez seja demasiado desconfortável e doloroso.

Não é fácil ver ou se preocupar com a perfeição. Logo, sentem-se satisfeitos com a sua própria imperfeição.É verdade que o homem não se movimenta num mundo de pessoas amorosas. Se lida com o mundo de homens, é mais provável que encontre egoísmo, crueldade, decepção, manipulação e ações parasitárias. Se depender do mundo externo real para sua recompensa, se desiludirá e em breve descobrirá que a sociedade e os homens estão muito longe da perfeição. Pois sua sociedade foi criada por homens imperfeitos.

Para lidar com o que encontra e ainda assim viver no amor, precisa ser forte. Só sobreviverá se essa força estiver dentro de si. Não deve colocar sua força sobre o mundo e culpá-lo por sua insensibilidade, se for rejeitado. Se não encontra amor, só pode reclamar do fato de não ter amor. Deve ter certeza do amor que tem dentro de si. Deve dedicar-se ao amor, ser resoluto e não vacilar em seu amor. Ele não deve ser como Cândido, o tolo de Voltaire, e reconhecer apenas a bondade mesmo onde só exista a maldade. Deve conhecer a maldade, o ódio e a intolerância como fenômenos reais, mas deve ver o amor como a maior força.

Não deve duvidar disso mesmo por um momento, ou então estará perdido.

Sua única salvação é dedicar-se ao amor, da mesma maneira que Gandhi dedicou-se à não-violência militante, Sócrates à verdade, Jesus ao amor e More à integridade. Só então terá forças para combater as forças da dúvida, confusão e contradição. Não pode depender de nada nem de ninguém para estar certo ou ser recompensado a não ser ele mesmo. E pode ser um caminho solitário, mas é menos solitário se compreender o seguinte:

Sua principal função é mostrar o seu verdadeiro eu.

Semelhante a essa função é auxiliar os outros a tornarem-se fortes e aperfeiçoarem-se como seres únicos e fará isso melhor se permitir que todas as pessoas mostrem seus sentimentos, expressem suas aspirações e compartilhem seus sonhos.

Deve ver as forças rotuladas de "más" como emanadas de pessoas que, como ele, são humanas e estão no processo de aperfeiçoarem seus seres.

Deve combater essas forças do mal com um amor ativo profundamente envolvido e interessado na livre busca de cada um pela descoberta de si mesmo.

Deve acreditar que não é o mundo que é feio, triste e destrutivo, mas é o que o homem fez ao mundo que o faz parecer assim.

Deve ser um modelo. Não um modelo de perfeição, um estado que raramente é alcançado pelo homem, mas um modelo de ser humano. Pois ser um bom ser humano é a maior coisa que pode obter.

Deve ser capaz de perdoar por não ser perfeito.

Deve compreender que a mudança é inevitável e quando direcionada para o amor e a auto-realização, é sempre boa.

Deve estar convencido de que o comportamento, para ser aprendido, deve ser experimentado. "Ser é fazer."

Deve aprender que não pode ser amado por todos os homens. Esse é o ideal. No mundo dos homens, isso raramente é encontrado. Pode ser a melhor ameixa do mundo, madura, suculenta, doce, e oferecer-se a todos. Mas deve se lembrar de que existem homens que não gostam de ameixas.

Deve compreender que se é a melhor ameixa do mundo e a pessoa a quem ama não gosta de ameixas, tem a opção de tornar-se uma banana. Mas deve estar consciente de que se escolher tornar-se uma banana, será uma banana de segunda categoria. Mas pode sempre ser a melhor ameixa.

Deve saber que se escolher ser uma banana de segunda categoria, arrisca-se a que a pessoa amada descubra que não é o melhor e o descarte. Pode passar então sua vida tentando ser a melhor banana, o que é impossível se é uma ameixa, ou então pode voltar a ser novamente uma ameixa.

Deve esforçar-se para amar todos os homens, mesmo que não seja amado por eles. Não se ama para ser amado; ama-se para amar.

Não deve rejeitar ninguém, pois sabe que é uma parte de todos os homens, e rejeitar mesmo uma pessoa é rejeitar a si próprio.

Deve saber que, se ama todos os homens e é rejeitado por um, não deve se retrair no medo, dor, decepção ou raiva. Não é culpa do outro. Não estava preparado para o que lhe era oferecido. O amor não lhe foi oferecido com condições. Deu amor porque era feliz o suficiente para tê-lo e para ser dado, porque sentia-se feliz em dá-lo, não pelo que receberia em troca.

Deve compreender que, se for rejeitado no amor de alguém, existem centenas de outros esperando o amor. A idéia de que existe apenas um amor certo é decepcionante. Existem muitos amores certos.

Essas idéias o ajudarão a ter forças para ser uma pessoa que ama, pois para ser um amante você precisará ter continuamente a sutileza dos muito inteligentes, a flexibilidade da criança, a sensibilidade do artista, a compreensão de um filósofo, a aceitação de um santo, a tolerância do dedicado, o conhecimento de um sábio e a coragem de uma pessoa determinada.

É uma condição!

Todas essas qualidades crescerão com quem escolher o amor, pois já são parte de seu potencial, e serão realizadas através do amor.

Então, sua forma de amar torna-se uma questão de amar.

[Leo Buscaglia - "AMOR"]

terça-feira, 10 de novembro de 2009

As viúvas da "falecida" e suas chantagenzinhas baratas


Tem coisa pior que família de namorado apaixonada por uma determinada "ex" e que passa o resto da vida "velando" a defunta? O namoro termina, a pessoa segue em frente mas mãe, pai, irmãos, irmãs, cunhados, tios, primos, sobrinhos, amigos, vizinhos, gato, cachorro, papagaio seguem o cortejo posando de eternas viúvas da "falecida"? Não suficiente, a ex passa a ser convidada especial de aniversários, jantares, jogos... e as viúvas não param, estão sempre armando reencontros casuais para ver se conseguem reatar os ex-pombinhos.

Pois é, eu sofro desse mal.

Pior que se fosse só a "torcida a favor da falecida", tudo bem, eu até tirava de letra... mas e quando as viúvas resolvem se unir pra fazer chantagem só pra embaçar a minha vida?

Semana passada teve feriadão por conta do dia de finados, MorMeu viria passar a semana aqui, mas, uma da "viúvas de ex", por causa da data, ficou horas rememorando o pai [que faleceu quando ele tinha 10 anos] e as coisas que ele dizia e, mais uma vez, frisou que "o desejo do pai era que, se ele viesse a faltar, você o substituiria e iria cuidar da família..." Lindo, não? Até seria se não fosse que essas "reminiscências" são acentuadas quando ele está aqui ou está vindo.

Ele ficou mal, se sentindo culpado por não estar "correspondendo" ao "pedido" do pai... contudo, dois dias depois do combinado, veio. Já a caminho, as "viúvas" incomodadas atacam, basta sentar a bunda no ônibus que as ligações e mensagens começam. Não suficiente, a "irmã-estudante-de-psicologia-e-eterna-viúva-de-ex" reforça dizendo que os problemas acontecem e ele não está lá... e que família é família e pediu que ele visse uma comunidade no Orkut, -OHANA quer dizer família, cuja descrição é: Família quer dizer nunca mais abandonar. Ou esquecer.

Não dá vontade de matar? Engraçado é que ela só fala em "abandono familiar" quando ele está onde? Aqui, né? Por que será? Se ela gosta tanto da falecida porque não namora com ela e deixa embaçar a minha vida? Não ensinam na faculdade que chantagem emocional faz mal?

Pior que homem é tão leso pra pegar essas coisas... basta uma lágrima de mãe, irmã... que eles acham que é verdade.

Só sei que ele cedeu e foi... não sem antes ouvir de mim com todas as letras o que as viúvas estão fazendo até entender o que acontece por lá, mas como ele disse: "se eu cedesse mesmo, nem estaria aqui..." no que ele não deixa de ter razão porque se dependesse da vontade das viúvas, ele nem estaria comigo.

Mas tem volta,"maninha"... me aguarde!

sábado, 7 de novembro de 2009

A doméstica[da] com DDA

[meus "dotes culinários" - bolo de cenoura, pastel e torta de limão - coisinhas que fiz no dia em que a Gio veio me visitar e eu quis bancar a educada]


Fiz muitos planos para hoje: iria a igreja.

Só isso? Como assim, só isso? Para mim, ir a algum lugar é sinônimo de grande atividade festiva e necessita de muito planejamento, ora!

Mas o dia começou errado. Marco me acorda pra eu ir a um evento com ele. "Ahn? Eu vou depois..." e continuei na cama porque pensei que Tad iria ajudá-lo [pois o sócio não veio], mas como não ouvi nenhuma movimentação, vi que ele iria sozinho, pulei, tomei um banho rápido, engoli um chafé com pão e lá fomos nós, carregando caixas e talz. Chegando ao local, nenhum carro... o evento é AMANHÃ [e eu é que sou lesa].

De volta em casa, resolvi "passar na cozinha" para colocar umas batatas e cenouras pra cozinhar e resolvi "adiantar" alguma coisa o almoço, afinal, nem eram 9h e eu tinha muuuuuuuito tempo pela frente, na minha doce mente, deixaria tudo "alinhavado" e iria para a igreja.

O cardápio de hoje é simples, só arroz, bolo de carne e saladas. Difícil de fazer? Não, super-fácil. Beleza? Beleza! E lá fico eu, corta cebola, rala cebola, refoga cebola, corta pimentão, refoga pimentão, refoga arroz, corta batata, cenoura, queijo... junta os ingredientes para o bolo de carne, mistura, monta... ótimo, tudo quase pronto, vou pra igreja!

Lendo assim, parece que é tudo muito simples, muito rápido. E é!!!! Porém, esquecemos que há um ingrediente em mim que, digamos, "atrapalha" um pouco, pois me distraio e faço outras coisas nos ínterins, esse ingrediente é o tal DDA, ou simplificando, Déficit de Atenção. Nesse momento olho o relógio... se eu quiser ouvir o "ÉM", tenho que correr e ir vestida do jeito que eu estava e de havaianas nos pés, porque o "AM" o pastor já deve ter começado a dizer... Enfim, mais um sábado em que não vou à Igreja. Mais uma coisa pra eu me culpar.

Valentina deve estar lendo isso e morrendo de rir, quem me conhece há mais tempo sabe que a tal cozinha sempre foi um território inimigo pra mim. Sempre preferi comprar pastel a fritar um ovo. Mas para quem nunca teve aptidão prá coisa, até que me saio bem... Todos os sábados tenho um "filho" que aprecia meus dons culinários e após o culto, vem almoçar aqui, o Eduardo, amigo do Lu. Semana passada trouxe a namorada pra comer a lasanha que ele "pediu" que fizesse parte do cardápio. Segundo ele, até o meu arroz é bom. Tão ruim não deve ser, né?

Bem, enquanto o arroz e o bolo de carne terminam de cozer, vim dar uma espiada na net e aproveitar e postar alguma coisa. Afinal, doméstica sim, mas atualizada, né?

Bom final de semana à todos!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Walt Whitman


Às vezes com a pessoa a quem amo
Fico cheio de raiva
Por medo de estar só eu dando amor
Sem ser retribuído;
Agora eu penso que não pode haver amor
Sem retribuição, que a paga é certa
De uma forma ou de outra.
(Amei certa pessoa ardentemente
e meu amor não foi correspondido,
mas foi daí que tirei estes cantos.)

[Walt Whitman - "Às vezes, com a pessoa a quem amo"]


Em falta de vontade de falar bobagens próprias, um poema para pensar um pouco sobre o amor e deixar uma imagem do por-de-sol que vejo da minha janela, no vigésimo andar.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Homenagem no "dia dos mortos"

(meu pai, Rubem, com meu filho Lucas no colo, no início de 1989)

Hoje é "dia de finados" e vejo uma preocupação muito grande das pessoas em correr para os cemitérios prestar sua homenagem aos seus mortos. Durante a semana, limparam, consertaram, pintaram túmulos, deixando-os "prontos" para o dia de hoje, onde irão depositar flores para os seus queridos.

Ontem minha mãe me ligou e contou que havia feito isso tudo e que hoje iria "levar flores" pro meu pai... isso me fez pensar no quanto isso pra mim não tem a menor importância. Não faria isso nem que morasse ao lado do cemitério. Que me perdoem os com crença diferente, mas eu acredito no que está escrito na Bíblia:

"Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma."
[Eclesiastes 9: 5,6 e 10]

Sempre avisei que, quando meu pai falecesse, eu não iria à cerimônia, já que 2.200 Km mais a quantia relativa a praticamente um mês de trabalho nos separavam. E assim era meu desejo. Quando, naquela madrugada o telefone tocou e, pelo horário e as circunstâncias, eu sabia que a notícia não seria boa, avisei que, como afirmei durante anos, eu não iria. Todos sabiam disso, não era novidade.

Na minha tristeza, pensei no meu pai e como ele tinha vivido nos últimos anos pensei também em minha mãe que, abnegadamente, dedicou-se a ele de maneira impressionante (como eu nunca imaginei que um dia pudesse acontecer, mas aconteceu) e imaginei ela praticamente sozinha... e dmudei de ideia.
Não pelo meu pai, que nem saberia que eu estava ali, mas pela minha mãe, que precisava de amparo.

Quando liguei para que avisassem a minha mãe que eu iria, senti que a Íria (esposa do melhor amigo de meu pai, o Pr. Edir), ficou aliviada. E quando lá cheguei, ela me abraçou e disse: "que bom que tu vieste! Quando avisamos a tua mãe que tu virias, ela suspirou, sorriu e disse: 'graças a Deus que ela vem, eu não estou mais sozinha!'".

Isso para mim foi muito mais significativo que ver "pela última vez" o meu pai, pois acredito que ele agora descansa, e descansa em Deus e eu confio na sua promessa:

"...Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. [...]"
[Apocalipse 14:13]


E eu guardo a esperança de que poderemos nos encontrar um dia, e para mim o mais importante naquele dia não foi "me despedir" do meu pai, mas poder confortar a quem precisava naquele momento: minha mãe e, de certa forma, a mim também.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Selos & Bom findi


Iniciando o feriadão (como se eu não estivesse de licença há quase 30 dias... rs), vou postar os selinhos que recebi.

(percebem o quanto ando "eficiente"?)

O primeiro foi no dia 28/10, da Feitiozinho e é o "Este Blog vicia" e as regras deste selinho são as seguintes:


  • Exibir a imagem do selo que acabou de ganhar:

Ei-lo:



  • Postar o nome do Blog que te presenteou:

Avisarei!

  • Conferir se os blogs indicados cumpriram as regras:

Fá-lo-ei, aguardem!



O segundo selo eu recebi no dia 29/10, da Edna, do ¨¨§ Universo Infinito §¨¨ e é o "Coisas que eu amo". As regras são dizer 10 coisas que eu amo (tarefa difícil, sou ruim nesse tipo de lista!)





Eu amo...

  1. Meus filhos, Lucas e Tadeu
  2. Meu namorado, Marco
  3. Meus gatos
  4. Desenhar
  5. Música
  6. Cinema
  7. Churrasco
  8. Praia
  9. Fazer lista de compras
  10. Dormir

E indico o selo para:

~ O meu Mundo ~ /*Feitio'zinho*\ Não é defeito, é... Feitio!
_ Necessidade _
A dose certa das coisas...
Angel
But you.
COISAS DA VIDA...
Inventandobatidas
Kenia Blog
Mutatis Mutandis
Simplesmente eu **

Desejo que todos tenham um excelente feriadão e que aproveitem fazendo o que acham melhor... eu vou namorar... rs... MUITO!!!!!

E, caso alguma coisa não dê certo, nada de se deixar abater. Em 26/03/1985, Caio Fernando Abreu escreveu uma carta para sua grande amiga Jaqueline Cantore, que ele chamava de Marilene (com quem ele morou no início dos anos 80 - uma amizade que começou e se manteve por cartas), ao saber que ela andava deprimida:



"Que é isso? Xô, não, vamos lá, eia, avante, companheira, hei-de-vencer, Deus-provê e eu-mereço-mais, devem ser NOSSOS lemas na Nova República. Fique bem, please. Paciência — é preciso ter infinita paciência. Olhar meigo para tudo & todos. Humildade, decência, recato & pudor. A um passo da santidade."


(Publicado no Livro Póstumo: "CARTAS" - que reúne algumas das muitas cartas que ele escreveu - freneticamente - aos seus amigos)



quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Só desabafando...

"Parece uma rosa
De longe é formosa
É toda recalcada
A alegria alheia incomoda..."

("Erva Venenosa" - Composição: Rita Lee / Rossini Pinto)

É incrível o quanto as pessoas podem sentir inveja da felicidade alheia. Sabe aquele momento em que você não tem namorado, tá sozinha e amargurada e tá cheia de amigas na mesma situação e daí você volta com o seu amor (ou encontra um novo) e as amigas dizem que você mudou e somem? Pois é...

Tipo: quando você está mal, estão todas prontas pra te "estender a mão", querer te "ouvir" (na realidade, querem é ficar "por dentro" de como você está para ter certeza de que você está mal e sozinha)... quanto pior você estiver, mais presente elas se tornam para "dar uma força".

Já tive amizades daquelas "inseparáveis", ligavam sempre, mandavam mensagem dia e noite, chamavam no MSN e talz... isso durante a época em que eu e MorMeu vivíamos às turras. Bastou estabilizarmos para essas "amizades", primeiro duvidarem que realmente estava acontecendo: umas apostavam que não duraria, outras simplesmente torciam o nariz até sumirem total. Algumas, algum tempo depois, retomaram o contato... outras nem sei se estão vivas.

Bem, quem conhece minha história sabe que a luta foi imensa para chegar onde estou e não tem sido fácil manter, pois se não fosse a paciência dele, nem estaríamos mais juntos. Ter um relacionamento amoroso com uma bipolar não é nada fácil. Semana passsada, dias antes dele vir pra cá (por conta do trabalho ele passa uma semana aqui e outra em BSB) eu estava num momento de muita instabilidade e totalmente paranóica. Devo ter terminado com ele pelo menos umas quatro vezes. Felizmente, ele tem uma paciência imensa comigo e tem conseguido segurar a minha onda, me acalmar, me trazer de volta pra realidade, e sim, para desespero da torcida contrária, estamos bem, obrigada!

Como todos sabem, MorMeu sempre foi uma pessoa de atitudes questionáveis e galinha-mór. Não digo que hoje ele é um santo, mas já mudou muito. Virou o homem perfeito? Não e está muito longe disso. Mas é o homem que eu amo e, mesmo ainda tendo surpresas desagradáveis, continuamos juntos e lutamos juntos por nós. A família dele me odeia, os amigos ou não vão com a minha cara e o desencorajam a continuar comigo ou fingem que vão para urubuzar e, não suficiente, tem a ex-namorada "perfeita" (e da idade dele), aquela que é unanimidade: todos adoram e não se conformam com o fim do namoro e criam situações para que voltem. Sei que ele enfrenta uma barra e tanto por isso e, se não me amasse, já teria desistido, pois não vale a pena ter tanta incomodação por um sentimento quando ele não é verdadeiro, ainda mais com uma pessoa como eu.

Essas coisas me deixam hiper para baixo e acabo me culpando, me sentindo mal e isso acaba se refletindo em mim e aí acontece exatamente aquilo que as pessoas esperam: que o clima entre nós não fique tão bom. É burrice minha, eu sei, mas eu tenho dificuldade de lidar com esse tipo de coisa. Só que chega uma hora em que você tem que tomar uma decisão e optar por você e parar de fazer o jogo do inimigo!

Pois eu, em mais uma das minhas milhares de decisões (que nem sempre cumpro) decidi que não vou mais esquentar com isso e vou tocar o tal F***-SE para todos. Então deixei uns scraps falando o quanto o amo e como são bons os dias que estamos juntos... e não é que o povo já se alvoroçou e vi/li/ouvi coisas do tipo: "vocês se acertaram?"... "mas como assim... vocês não estavam mal?"... "então vocês não vão terminar?"

Não, nós não vamos terminar... eu optei por mim. Eu optei por NÓS.

Pois é...

...nessas horas eu vejo que, mesmo com meus transtornos mentais, tem gente muito mais louca que eu.

Bem, posso ser louca, mas não sou hipócrita!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Adeus mania, adeus casa limpa!

Bem, pelo sumiço, obviamente a fase de mania passou e agora estamos na lerdeza de sempre: sem vontade de nada, sem ânimo pra nada... E há quem queira ser bipolar porque acha que é "fashion"... Caetano canta, com muita propriedade que "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é", e eu sei... ô se sei!

Mas, citando Caio:

"Conflitos sociais à parte, acho que estou até feliz."

Apesar de não estar com a casa sempre limpinha e cheirosa e o chão estar meio... ahn... com "detalhes" mais escuros nos vincos e frisos... (sem falar na cozinha que ontem à noite foi "assumida" pelo Lu e está... hmmm... não encontro palavras pra definir!), está tudo em ordem, em que, se tratando de mim, é um fato louvável, o que é muito bom.

O que é ruim é que vou ficar essa semana toda longe de MorMeu que tem trabalho. "Marido" famoso é fogo! rsrs

Então, como sempre há a possibilidade de altos e baixos, pra começar bem a semana e ver se me mantenho estável, relembrem comigo o final de "Little Miss Sunshine", que revi nesse findi numa maratona de filmes que fizemos por aqui.

Quem não viu o filme, fica a dica, vale a pena!